Muitas vezes as pessoas caem na armadilha de evitar carboidratos para obter resultados imediatos. Mas os carboidratos são a principal fonte de energia para os nossos corpos e deixar de os comer de todo pode levar a problemas de saúde. Coma carboidratos saudáveis, como cereais com muita fibra e arroz integral. Irão mantê-lo cheio por um longo período de tempo e ajudá-lo a perder peso.
Espaço de ajuda aos alunos de Saúde e Socorrismo - Formação - Ensino Profissional. Disponibilizamos powerpoints, fichas de trabalho, fichas de avaliação, planificações, notícias, conteúdos, imagens, vídeos, etc...
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sexta-feira, 29 de setembro de 2017
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Ingerir demasiados líquidos
É comum que se suponha que beber muitas bebidas irá ajudá-lo a reduzir o peso mais rapidamente. Mas, na verdade, as calorias consumidas a partir de álcool, batidos, sumos e refrigerantes levam ao aumento de peso. No entanto, a substituição de bebidas cheias de calorias por água, leite desnatado e sumos de vegetais vai certamente ajudar.
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Depender apenas do ginásio para fazer exercício
As pessoas pensam que fazer exercício no ginásio por uma hora é a melhor e única forma de reduzir o peso. No entanto, outras atividades físicas, como caminhadas e ciclismo, também são muito úteis, pois aumentam a sua frequência cardíaca e melhoram o metabolismo.
sábado, 23 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Evitar o treino da força
As máquinas de musculação parecem intimidadoras. Quando vai o ginásio pela primeira vez ou retoma depois de um longo intervalo, é tentador apenas ficar na passadeira. No entanto, o treino de força é muito importante para construir massa muscular se se quiser manter magro.
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Saltar refeições
Já todos fizemos isto. A manhãs após comer de forma descontrolada são as mais difíceis. Mas saltar refeições não vai ajudar. Quando come pouco ou nada durante o dia, a tendência é comer demasiado à noite e sentir-se ainda pior. Para evitar isto, deve começar o seu dia com um pequeno-almoço saudável e dividir refeições pequenas e regulares pelo resto do seu dia.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Seguir livros de perda de peso
Os livros sobre perda do peso são bons para a motivar mas não irão fazer exercício por si. Ler todas as informações sobre perda de pesa não é bom se depois não as colocar em prática. Precisa de tomar as coisas pelas suas próprias mãos. Mantenha um registo de quanto come, faça exercício diariamente e tente aumentar o seu nível de exercício lentamente com o tempo. Pode até usar uma aplicação de registo de calorias no seu telemóvel ou simplesmente anotar pequenos detalhes como tempo, nível de fome e humor.
domingo, 17 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Colocar a sua vida social em pausa
Não tem de abandonar os seus amigos ou deitar a sua vida social para o lixo apenas porque está a tentar perder peso. Pesquisas sugerem que o isolamento social pode levar ao aumento de peso e causar depressão. A companhia dos seus amigos pode motivá-lo ainda mais. E não tem que escolher a comida cheia de gordura do bar. Basta escolher uma refeição que condiga com o seu plano de dieta.
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Sentir-se desencorajado
Perder peso leva tempo, mas não é impossível. Todos reagem à dieta e ao exercício de forma diferente. Enquanto alguns podem perder 1-2 quilos numa semana, outros podem levar um pouco mais. Não compare os seus alvos com os de outra pessoa e não se desanime com pequenos contratempos. É tudo parte do processo.
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Pesar-se com muita frequência
Nada pode superar a alegria de ver os números da balança como os quer. Mas pesar-se de vez em quando para manter uma faixa de seu progresso não vai realmente ajudar. Tente pesar-se uma vez por dia. No entanto, se se sente tentado a pisar a balança a cada hora, então limite o hábito para apenas uma vez por semana.
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Plano de Dieta Rigoroso
Seguir uma dieta super rígida para as primeiras semanas e, depois, sentir-se oprimido pelas mudanças repentinas acontece com demasiada frequência. Uma forma melhor de fazer isto é cortar nos late-night snacks, diminuir o consumo de refrigerantes ou mesmo substituindo batatas fritas por saladas. Estas mudanças pequenas e saudáveis são mais sustentáveis e vão fazer com que se sinta melhor.
sábado, 9 de setembro de 2017
Conteúdo - A tentar perder peso? Erros a evitar - Muitas Mudanças Muito Cedo
Alterações repentinas na dieta são um erro muitas vezes cometido por pessoas que tentam perder peso. Passar de comer fast food para algo saudável é bom, mas deve permitir que seu corpo se ajuste a essas mudanças gradualmente. Tentar deixar de comer alimentos fritos e ir ao ginásio à noite pode cansar o seu corpo. O truque é dar um passo de cada vez. Comece por cortar na fast food e introduza exercícios suaves gradualmente para construir uma rotina saudável.
sexta-feira, 17 de março de 2017
Conteúdo - A precisar reduzir os níveis de stress? Coma mais fruta e vegetais
Se o seu dia-a-dia é muito stressante, saiba que deve comer mais fruta e vegetais para tentar reduzir os níveis de stress. Esta é a sugestão de um estudo australiano que concluiu que consumir cinco a sete porções de fruta e vegetais ao longo do dia baixa os níveis de stress psicológico, especialmente nas mulheres.
O estudo, publicado na revista British Medical Journal Open, indica que as pessoas que consomem cinco a sete porções de fruta e vegetais diariamente têm 14% menos risco de stress do que as que consomem zero a quatro porções. Sendo que no caso das mulheres, comer cinco a sete porções de fruta e vegetais diminuía o seu risco de stress em 23%.
Apesar de demonstrar que basta um consumo diário moderado de fruta e vegetais para ter níveis mais baixos de stress psicológico, o estudo realizado pela Universidade de Sidney destaca ainda que por cada vegetal ou fruta extra que adiciona ao seu prato, reduz os níveis de stress em 5%.
Segundo reporta o Hindustan Times, para este estudo a equipa de investigadores analisou mais de 60 mil australianos com 45 ou mais anos de idade e mediu o seu consumo de fruta e vegetais, bem como fatores de estilo de vida e stress psicológico (onde se teve também em conta a ansiedade e a depressão) entre 2006 e 2008 e em 2010.
As conclusões deste estudo surgem pouco depois de um outro estudo ter sugerido que comer dez porções de fruta e vegetais por dia ajuda a viver mais e melhor.
Informação retirada daqui
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Conteúdo - 6 alimentos que melhoram o humor
Frutos secos
Os frutos secos estão repletos de nutrientes que regulam os níveis de serotonina, como é o caso do triptofano, um aminoácido essencial que melhora o bom humor e que não é produzido pelo organismo, do selénio, do magnésio e do ácido fólico.
Cereais
Além de serem ricos em vitamina B6, magnésio e zinco, os cereais integrais fornecem hidratos de carbono que melhoram a absorção do triptofano e estimulam a produção de serotonina.
Vegetais
Saudáveis e nutritivos, os vegetais de folhas verdes são uma excelente fonte de ácido fólico, essencial na regulação dos níveis de serotonina.
Perú
O peru é rico em triptofano, um aminoácido essencial que melhora o bom humor e que não é produzido pelo organismo.
Peixe gordo
Por serem ricos em ómega 3, os peixes gordos favorecem a comunicação entre os impulsos nervosos, promovendo a sensação de bem-estar.
Banana
A banana contém duas substâncias que auxiliam o humor. Além dos hidratos de carbono, que estimulam a produção de serotonina, também fornece vitamina B6, que aumenta os níveis de energia.
domingo, 28 de junho de 2015
Conteúdo - Os peixes e mariscos que deve evitar comer
O Huffington Post falou com Reid Bogert, especialista e coordenador de sustentabilidade em Chicago, acerca dos peixes e mariscos que devem deixar de fazer parte das refeições principais.
Em causa não estão possíveis malefícios para a saúde (embora em alguns casos o modo de captura possa condicionar o bom estado do alimento), mas sim para a própria espécie. Trata-se de animais perto da extinção e que devem ser substituídos por outros nas escolhas diárias das famílias de todo o mundo.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Conteúdo - Alimentos saudáveis que podem acabar com a dieta
Mesmo quando comemos alimentos saudáveis a questão mais importante é mesmo a quantidade. Há muitos alimentos que são considerados saudáveis mas que podem acabar com a sua dieta.
“Quando os alimentos são inseridos numa dieta inconsciente dá-se o mecanismo de compensação: o indivíduo pensa que aquele alimento tem menos calorias e acaba por comer mais e ganhar peso”, explica a nutricionista Carla Faedo, do Espaço Nirvana, no Rio de Janeiro, ao mesmo meio.
E sublinha que é a falta de informação que faz com que as pessoas pensem que por um alimento estar na dieta o podem consumir à vontade fazendo com que um simples lanche de fruta seja mais calórico do que um lanche consumido fora da dieta.
Estes são alguns dos alimentos que deve consumir com moderação porque podem estragar a sua dieta:
Granola ou Muesli: Apesar de ser saudável, tanto a granola como o muesli são produtos muito calóricos. O seu consumo deve ser moderado. Ainda assim contêm muitas fibras, que diminuem a fome e regulam o trânsito intestinal, e ainda contêm vitaminas e minerais.
Barras de cereais: Muitos nutricionistas desaconselham o consumo deste produto porque contém muitos conservantes, estabilizantes, corantes e açúcar. As fibras, vitaminas e os minerais que contêm podem também ser encontrados em frutas e verduras. Estas são opções mais saudáveis. Se quiser comer barras de cereais leia sempre os rótulos, preste atenção aos ingredientes e às quantidades de sódio e gordura. Opte por barras orgânicas.
Azeite: A gordura do azeite é saudável mas não o deve usar em grandes quantidades. Lembre-se também que ao aquecer o óleo num refogado, por exemplo, o azeite passará de uma gordura ‘boa’ para uma gordura saturada (não saudável).
Alimentos integrais: Têm tantas ou mais calorias do que a sua versão tradicional. Sejam massas, arroz ou pão integrais, estes alimentos podem ajudar a emagrecer quando são ingeridos com moderação, não por terem poucas calorias mas porque têm um alto teor de fibras, o que aumenta a saciedade e faz com que coma menos.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Conteúdo - Poderão alguns alimentos ter calorias negativas?
Chegados a esta altura, fazem-se apostas sobre qual será a dieta da moda que promova a desejada perda rápida de peso e o corpo escultural para mostrar na praia. Este ano, a concorrência foi feroz entre a Dieta dos dois dias e a Dieta das Calorias Negativas. Debruçando-nos sobre esta última, será que existem mesmo alimentos que gastam mais calorias a serem metabolizados do que aquelas que possuem intrinsecamente? Poderão ter assim “calorias negativas”?
Este potencial efeito das “calorias negativas” de alguns alimentos baseia-se naquilo que é designado como o efeito térmico dos alimentos, ou seja, as calorias que o nosso organismo despende para a digestão, absorção, transporte e armazenamento dos nutrientes desse alimento. A este nível são as proteínas que dão “mais trabalho” ao nosso organismo ao consumirem 20% a 30% do seu valor calórico neste processo, seguidas dos hidratos de carbono (5% a 10%) e das gorduras (0 a 5%).
Neste contexto, uma série de alimentos com baixo valor calórico e alta quantidade de fibra – outro dos constituintes que interfere positivamente no efeito térmico - têm sido propostos como alimentos com calorias negativas - como aipo, chicória, cogumelos, alface, nabo, salsa, beringela, cenoura e todo o tipo de couves. Também as frutas menos calóricas e mais ricas em água e fibra estão presentes nesta “dieta” como a meloa, melancia, melão e morango. Todos estes alimentos possuem menos de 50 kcal por 100 gramas. Assim, num pressuposto teórico, até seria admissível pensar que poderia ser mais custoso do ponto de vista energético a metabolização destes alimentos do que o valor calórico que nos aportam. No entanto, não existem estudos que comprovem devidamente esta dedução, algo que não pode ser encarado como uma decepção uma vez que, independentemente do fim, a ingestão dos alimentos acima citados constitui-se como uma vantagem. Uma história diferente é contada por outros alimentos como o pimento/malagueta, café, chás e, eventualmente, o gengibre, uma vez que estes sim possuem compostos com comprovado efeito estimulante.
É importante referir que esta perspectiva da termogénese não deve ser levada ao extremo. Isto é, fumar, apanhar frio ou estar de pé também são actividades que aceleram o nosso metabolismo e que não são necessariamente mais saudáveis ou agradáveis. Já algo que não é assim tão desagradável é o exercício físico que, para além do gasto calórico que encerra em si mesmo, consegue também aumentar o efeito térmico dos alimentos face a indivíduos sedentários, algo que também parece ocorrer (pelo menos nas mulheres) quando se adopta um padrão alimentar regular ao invés de uma grande volatilidade no número diário de episódios alimentares. Mas voltando ao exercício, assumindo que este consegue ser igualmente eficaz na melhoria da composição corporal com o aumento da massa muscular e diminuição da massa gorda, temos assim algo que interfere positivamente nas três formas de que dispomos para “queimar” calorias: aumenta o metabolismo basal, aumenta o efeito térmico dos alimentos e aumenta o gasto energético decorrente de toda a actividade física efectuada.
No fundo, a verdadeira dieta das calorias negativas não nos ensina nada de novo: ingerir muitos legumes e fruta (sem esquecer os restantes grupos de alimentos), manter estável o número de refeições diárias e aumentar a prática de exercício. É a chamada beleza das coisas simples.
Em resumo:
- Apesar de na teoria parecer um conceito interessante, não existem estudos que comprovem que de facto existam alimentos com “calorias negativas”;
- Como a grande maioria destes alimentos são saudáveis, sinta-se livre para os inserir na sua alimentação diária, mas não fique totalmente confinado a eles;
- Nunca se esqueça que existe uma “receita mágica” que queima também bastantes calorias… Chama-se exercício!
Noticia retirada daqui
domingo, 21 de junho de 2015
Conteúdo - Três alimentos amigos da cozinha macrobiótica

Melhoram a saúde e ajudam a emagrecer. Duas boas razões para experimentar estes alimentos
Não fazem propriamente parte da dieta alimentar típica da maioria dos portugueses mas já vai havendo quem os integre na sua alimentação diária.
Muitos supermercados e hipermercados também já começam a disponibilizar, nas suas prateleiras, ingredientes que até há pouco eram sobretudo conhecidos pelos adeptos de regimes vegetarianos.
Estes são três alimentos menos comuns que vale a pena (re)descobrir e ingerir regularmente:
- Seitan
Feito a partir do glúten da farinha de trigo, digere-se mais facilmente do que a carne. É muito rico em proteína e cálcio e pobre em gordura. Use-o em estufados, grelhados, panados, empadºoes e sopas, como substituto da carne.
- Geleia de arroz integral
Adoçante natural, preparado a partir do arroz integral maltado. Evita a acidez no estômago e a descalsificação nos ossos. Este produto susbtitui o açúcar na preparação de bolos, compotas, gelatinas e molhos.
- Óleo de grainha de uva
Suave, sem cheiro nem sabor, é rico em vitamina E e um excelente antioxidante. É bom para usar como tempero em saladas, para saltear, fritar ou estufar. Substitui a manteiga na confeção de bolos.
http://mulher.sapo.pt
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Conteúdo - A dieta da caverna
Preocupados com o aumento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de peso, alguns nutrucionistas propõem o regresso à paleodieta. Vamos comer o mesmo que os nossos antepassados da Idade da Pedra?
No mundo desenvolvido, em especial nos Estados Unidos, o excesso de peso tornou-se uma epidemia que ameaça a saúde de milhões de cidadãos. Proliferam todo o género de obras sobre programas de emagrecimento: ter bom aspecto e um corpo elegante constitui uma obsessão para muito norte-americanos que procuram receitas mágicas para melhorar a sua qualidade de vida. Foi nessa busca de uma panaceia alimentar que irrompeu, com toda a força, a moda da paleodieta, a ementa que seria supostamente ingerida pelos nossos antepassados da Idade da Pedra e que, agora, conta mesmo com grupos de adeptos que se autodenominam cavemen: homens das cavernas...
“Sente-se obeso e com pouca vitalidade? Não se preocupe, consuma apenas carne magra, peixe, marisco, tutano, vísceras, frutos, verduras, nozes e bagas. Passadas algumas semanas, vai sentir-se muito melhor, mais ágil e magro. Poderá comer até cem tipo de vegetais, mas nada de leite ou dos seus derivados. Os cereais e os legumes são absolutamente proibidos. O grão e o milho podem ser bons para os pássaros, mas não para si.” Esta é uma das mensagens de Loren Cordain, professor de fisiologia do exercício na Universidade do Estado do Colorado e verdadeiro guru da palodieta. Nos últimos anos, Cordain estudou o seu efeito na prevenção de doenças coronárias, da diabetes, da obesidade e do cancro.
O conceito surgiu de um artigo publicado, em 1985, no New England Journal of Medicine por S. Boyd Eaton, médico e antropólogo da Universidade Emory da Geórgia, em Atlanta. Com pendor neodarwinista, o texto sugeria que o melhor regime alimentar que poderíamos ter era o seguido pelos nossos antepassados da Idade da Pedra, pois estamos geneticamente adaptados para nos alimentarmos da mesma forma que os caçadores-recolectores. No fim de contas, foi o que a humanidade consumiu durante centenas de milhares de anos e, como foi concebido pela natureza, ficou gravado no nosso património genético.
Tanto Eaton como Cordain consideram que as nossas necessidades nutricionais se adaptaram às pressões selectivas ambientais do Paleolítico (de há 2,5 milhões a dez mil anos atrás). Se regressarmos à alimentação para a qual estamos geneticamente programados, não só perderemos peso como, também, recuperaremos saúde e bem-estar.
Na opinião de Cordain, o progresso trouxe muitos alimentos que não estavam presentes na pré-história e que, por conseguinte, não devem ser consumidos, como os lacticínios, os cereais, o sal ou o açúcar refinado. As aldeias de caçadores alimentavam-se de carnes magras de animais selvagens e hidratos de carbono (açúcares) provenientes exclusivamente de frutos e verduras (estas não incluíam batatas e outros tubérculos, que Cordain recomenda suprimir devido ao elevado teor glicémico). Assim, os homens primitivos ingeriam poucos doces e muita fibra, a qual contribui para baixar o nível de colesterol no sangue, regula a função intestinal e evita a obstipação.
Em The Paleo Diet, o especialista escreve que todos os seres humanos, durante 2,5 milhões de anos, comeram deste modo, até que a revolução agrícola os fez abandonar o estilo de vida caçador-recolector, o que provocaria o aumento da população e o desenvolvimento da sociedade tecnológica e industrializada. A argumentação parece convincente, mas será que se ajusta ao guião evolutivo da nossa espécie? Parece demasiado tempo a comer sempre o mesmo. Não será verosímil que as modas e os hábitos alimentares variem à medida que os anos passam e a cultura se desenvolve? Vejamos o que nos diz o registo arqueológico.
A jazida mais antiga que ainda conserva ferramentas destinadas a obter alimentos fica situada em Gona (Etiópia). Trata-se de afiadas lascas de pedras, semelhantes a facas, que hominídeos utilizavam, há 2,6 milhões de anos, para cortar línguas de antílopes mortos e talhar pedaços de carne entre os tendões das patas, a julgar pelas marcas que surgem nos ossos fossilizados. Pela idade e localização da jazida, pertenciam seguramente à espécie Australopithecus garhi e provam que esta teve um complexo sistema social que exigia planificação e cooperação.
Todavia, para conhecer a ementa do homem primitivo é necessário viajar até ao Norte do Quénia, há 1,95 milhões de anos. Segundo um recente artigo do arqueólogo David R. Braun, da universidade sul-africana da Cidade do Cabo, os primeiros representantes do género Homo que viveram junto do Lago Turkana enchiam o estômago com viandas como hipopótamo, porco selvagem, crocodilo e peixe-gato. Parece que comiam tanto peixe como carne, e que os animais aquáticos que ingeriam eram ricos em compostos bioquímicos benéficos para o desenvolvimento cerebral; devemos mencionar os ácidos gordos poli-insaturados de cadeia longa e o ácido docosa-hexaenóico. Segundo Braun, essa dieta forneceu componentes nutritivos que serviram para abastecer de energia cérebros cada vez maiores.
Deste modo, com base nos vestígios arqueológicos encontrados, tanto os australopitecos como os primeiros seres humanos incorporavam carne crua na ementa, mas comê-la directamente de um cadáver não é fácil, como demonstram as observações feitas com primatas. Apesar da sua sofreguidão proteica e da ânsia em caçar os pequenos colobos vermelhos, os chimpazés possuem mandíbulas pouco aptas para mastigar a carne dura e elástica de um destes macacos. Demoram duas horas a arrancar alguns pedaços de um exemplar recém-caçado, e o mais provável é acabarem por abandonar a presa e descansarem a comer fruta, mais adequada para a sua dentadura. Para aproveitar a energia dos pedaços fibrosos que conseguiram extirpar, alguns chimpanzés ficam a mascá-los acompanhados das folhas de árvores mais duras que conseguirem encontrar. O objectivo é proporcionar tracção ao bolo alimentar e fazer que a sua deglutição se torne mais fácil.
Diante do mesmo problema, é provável que os australopitecos também utilizassem fragmentos vegetais para ingerir melhor as presas que caçavam ou os cadáveres. Talvez os primeiros seres humanos tivessem aperfeiçoado a técnica com o seu cérebro mais sofisticado. Richard Wrangham, antropólogo da Universidade de Harvard (Estados Unidos), sugeriu que a cortavam em fatias finas com a ajuda de afiadas lascas de pedra e, depois, tentavam torná-la mais mole batendo-lhe com pedras planas, para poderem digeri-la melhor.
Parece, pois, que os seres humanos já possuíam, há dois milhões de anos, a destreza necessária para obter carne e tratá-la com ferramentas líticas, mas será que constituía a base da sua alimentação? Não necessariamente. A análise dos utensílios e do seu desgaste sugere que também eram utilizados para cortar e arranjar vegetais. É quase certo que extraíam com paus tubérculos, raízes, bolbos e caules subterrâneos, que lhes proporcionavam hidratos de carbono. Precisamente por essa altura, produziram-se importante alterações no ambiente dos ecossistemas africanos: a floresta tropical começou a perder terreno perante o avanço das pradarias, que transformaram a paisagem da zona oriental do continente na actual savana. Através da inovação tecnológica e de uma maior complexidade social, os nossos antepassados remotos conseguiram enfrentar esse ambiente instável.
Foi também naquela época que o recurso ao fogo veio melhorar para sempre a qualidade das vitualhas, que se tornam, depois de assadas, muito mais fáceis de digerir, energéticas e saudáveis, dado que o poder das chamas elimina germes e parasitas. Possui igualmente algumas desvantagens, pois os alimentos, em contacto com o calor, perdem vitaminas e produzem uma grande concentração de substâncias devido à chamada “reacção de Maillard”: moléculas complexas que se formam a partir da união de açúcares e aminoácidos quando são submetidos a uma temperatura elevada (é fácil de reconhecer pela cor acastanhada que confere à carne assada ou à côdea do pão). Todavia, os compostos de Maillard produzem mutações nas bactérias que poderiam induzir determinados tipos de cancro, além de provocar inflamações e uma sensação de mal-estar generalizado em algumas pessoas.
Seja como for, do ponto de vista evolutivo, os efeitos negativos de cozinhar os alimentos são mínimos comparados com as suas vantagens. A utilização do fogo na paleodieta dos caçadores-recolectores revolucionou a sua mastigabilidade e as qualidades nutritiva e calórica, pelo que contribuiu para aumentar a taxa de sobrevivência humana num meio natural hostil. Ainda se desconhece quando se iniciou o seu domínio sistemático, mas há indícios da existência de fogueiras há cerca de 800 mil anos, confirmados pelos vestígios encontrados na jazida israelita de Gesher Benot Ya’aqov. Cozinhar os alimentos produziu importantes transformações económicas e delineou a estrutura social dos modernos caçadores-recolectores.
A carne, pelo seu elevado valor nutritivo, foi sempre um alimento muito valorizado, mas é um erro pensar que a caça podia satisfazer todas as necessidades. O excesso de proteínas faz subir o nível de amoníaco no sangue e produz lesões no fígado e nos rins, desidratação, perda de apetite ou mesmo a morte. Por isso, para subsistir, os caçadores-recolectores (actuais ou primitivos) necessitam de grandes quantidades de plantas (ricas em hidratos de carbono) e/ou gordura para satisfazer as suas necessidades energéticas.
Com efeito, metade do regime alimentar das sociedades de caçadores que vivem nos trópicos é composta por plantas, pois os mamíferos dessas zonas têm pouca gordura (quatro por cento da massa corporal) e os tecidos ricos em lípidos, como as vísceras e o tutano, não passam de um pequeno complemento. Como os nossos antepassados viveram, inicialmente, num meio tropical, é lícito deduzir que também obteriam metade das calorias necessárias de fonte vegetal. Temos aqui, pois, um dos pontos mais controversos da proposta de Cordain: defende eliminar da dieta os tubérculos com excesso de hidratos e açúcares, como as batatas, mas sabemos que os actuais caçadores-recolectores raramente têm ao seu alcance outros vegetais calóricos, como abacates, azeitonas ou nozes. A sua alimentação baseia-se em bolbos ricos em hidratos de carbono, como seguramente terá acontecido com os paleolíticos. A noção de que estes teriam vivido num habitat superprodutivo é pouco realista: é mais provável que tivessem enfrentado a escassez sazonal e sentido a necessidade de colonizar territórios de recursos pobres em que os turbérculos são mais abundantes. Deste modo, um dos postulados da moderna paleodieta não parece encontrar apoio nem na antropologia nem nos ecossistemas do passado.
O outro elemento polémico é a rejeição frontal do leite e dos seu derivados, pelo baixo teor proteico (21%) e elevado conteúdo em gorduras saturadas (60%), que aumentam o colesterol, com o consequente risco de doenças coronárias. Será que o leite proveniente de animais é realmente um alimento nocivo? Durante centenas de milhares de anos, os povos paleolíticos basearam o seu modus vivendi na actividade cinegética e na recolha de alimentos, mas, como sublinha o antropólogo norte-americano Marvin Harris, as alterações climáticas do último período glacial destruíram a caça grossa. A carne tornou-se escassa, o que levou os nossos antepassados ao desenvolvimento de uma sociedade sedentária baseada na agricultura e na criação de gado.
Os arqueólogos concordam em assinalar que ovelhas, cabras, vacas e suínos foram domesticados pela primeira vez nos montes Taurus, na Anatólia (Turquia). Ali, na jazida de Nevali Çori, foram encontrados os mais antigos restos ósseos de reses (cerca de 8500 a.C.). Segundo o arqueozoólogo francês Jean-Denis Vigne, a criação de animais foi tão bem-sucedida que a prática se estendeu pelo Crescente Fértil e, há 7000 anos, já era conhecida em todo o Mediterrâneo.
Foi precisamente quando se começou a criar gado que a taxa de natalidade cresceu, assim como o tamanho das povoações neolíticas, uma relação que talvez não seja casual. O consumo de leite pode ter sido um elemento fundamental para as gentes neolíticas melhorarem a sua alimentação, pois as proteínas podiam atenuar a deficiência de aminoácidos resultante de uma ementa baseada em cereais. Tornou-se especialmente benéfica para as crianças, as quais obtinham, depois de serem desmamadas, do leite de cabras, ovelhas e vacas, proteínas, gordura e cálcio, três elementos indispensáveis para o crescimento ósseo, para vencer doenças e para aumentar a esperança de vida. O êxito demográfico do Neolítico talvez esteja alicerçado no leite.
Já os adultos precisaram de um processo adaptativo para assimilar o produto, pois o leite fresco contém lactose, um açúcar que a lactase, enzima segregada pela mucosa intestinal, desdobra nas suas duas componentes: a glicose e a galactose. As crianças e muitos adolescentes possuem essa capacidade de segregação, mas o mesmo não acontece com todos os adultos. Os que são intolerantes à lactose sofrem de distúrbios intestinais e flatulência, mas os restantes (aqueles que dispõem de um gene de persistência da lactase) assimilam o leite e usufruem do seu valor nutritivo.
O antropólogo Joachim Burger, da Universidade Johannes Gutenberg (Alemanha), indica que o aparecimento da persistência da lactase remonta a 18.000 a.C., na Europa, onde a selecção natural aumentou o número de indivíduos adultos que pode assimilar o leite (entre os asiáticos, a tolerância é muito menor). A moral da história parece ser que existe, por detrás deste nutriente, uma grande inovação genética que exige, como todas, um processo de adaptação. Os seres humanos precisaram de milhares de anos para a incorporar na sua alimentação, e algumas populações, como as nórdicas europeias, são praticamente tolerantes. Em suma, o leite e os seus derivados não são inadequados, mas um recurso valioso que assegurou a sobrevivência de muitos agricultores que não podiam ter a mesma vida dos caçadores paleolíticos.
Num sentido mais lato, nem as batatas, nem o açúcar, o sal ou os lacticínios são pouco saudáveis per se; são-no quando consumidos em excesso ou de modo desordenado (na forma de aperitivos ou guloseimas) por uma população cada vez mais sedentária. Numa perspectiva global, a humanidade diversificou, desde a sua origem, as formas de se alimentar em função da disponibilidade, das alterações no meio ambiente e do desenvolvimento cultural. Não houve uma ementa única no passado, mas uma ampla resposta ao duro desafio da sobrevivência. A paleodieta em voga parece atraente e promove um regime saudável e equilibrado, mas a sua base conceptual não se fundamenta verdadeiramente na rede nutricional dos nossos antepassado. É antes uma construção artificial que vende uma mensagem de saúde e bem-estar ligada a ideias românticas sobre tradições ancestrais e virtudes naturais.
Os nossos antepassados nem sempre seguiram uma alimentação equilibrada. O paleoantropólogo queniano Kamoya Kimeu descobriu na região de Koobi Fora parte do esqueleto de um Homo ergaster (ou de um H. erectus) que baptizou com a designação de KNM-ER 1808. Os ossos compridos dos braços e das pernas deste hominídeo com 1,7 milhões de anos de antiguidade exibiam um engrossamento anormal das paredes. Ao analisar a sua morfologia, os especialistas norte-americanos Alan Walker e M.R. Zimmerman concluíram que o hominídeo sofreu uma intoxicação por excesso de vitamina A. É provável que o KNM-ER 1808 tenha ingerido, de forma sistemática, fígado cru das presas e cadáveres que encontrava (essa e outras vísceras são muito mais fáceis de mastigar e engolir do que a carne crua), mas o consumo excessivo pode ter consequências fatais. O caso é um bom exemplo de que nem todas as paleodietas são necessariamente saudáveis, apesar de toda a sua antiguidade.
Os sete pilares da paleodieta
Deve-se comer maior quantidade de proteínas animais do que a recomendada noutras dietas. Fundamentalmente, carne magra, vísceras, peixe, marisco e aves.
Não se pode consumir hidratos de carbono provenientes de cereais, batatas ou açúcares refinados, e devem eliminar-se todos os lacticínios.
É essencial consumir muita fibra proveniente de frutas e verduras que não sejam ricas em hidratos de carbono.
Deve-se ingerir uma quantidade moderada de gorduras, tanto mono-insaturadas como poli-insaturadas.
É preciso comer alimentos com elevado teor de potássio e pobres em sódio.
É fundamental eliminar o sal da alimentação; umas gotas de limão são suficientes para dar sabor ao prato.
Não podem faltar alimentos ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes.
M.G.B. - SUPER 153 - Janeiro 2011
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Conteúdo - Anorexia
A anorexia é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar e stress físico. A anorexia é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréctica. A anorexia afecta principalmente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afecta alguns rapazes. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dimorfismo, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.
Fonte: Anorexia | Planeamento Familiar
domingo, 3 de maio de 2015
Conteúdo - Algumas medidas para ter uma boa alimentação!
O nosso bem estar passa, também, por uma alimentação saudável. Podemos começar por aproveitar os alimentos da época, para ir variando ao longo do ano, mas não só. Aqui ficam algumas medidas que nos podem ajudar a manter a saúde:
1- Utilizar alimentos de qualidade: limpos e frescos;
2- Tomar sempre o pequeno-almoço;
3- Incluir nas refeições alimentos de todos os sectores da roda dos alimentos, nas proporções por ela sugeridas;
4- Variar o mais possível de alimentos;
5- Não passar mais de três horas e meia sem comer;
6- Evitar alimentos com muito sal;
7- Evitar alimentos açucarados (bolos, rebuçados, refrigerantes, etc.);
8- Evitar os fritos ou comida com muita gordura;
9- Consumir diariamente sopa (...faz muito bem...);
10- Preferir pão escuro (mistura de centeio e trigo) do tipo saloio ao pão mais branco (trigo);
11- Beber líquidos em abundância (água simples, limonada ou refrescos sem açúcar e chás);
Comer tudo com calma, mastigando bem os alimentos, enquanto se vai conversando com os amigos ou a família. Bom apetite!
1- Utilizar alimentos de qualidade: limpos e frescos;
2- Tomar sempre o pequeno-almoço;
3- Incluir nas refeições alimentos de todos os sectores da roda dos alimentos, nas proporções por ela sugeridas;
4- Variar o mais possível de alimentos;
5- Não passar mais de três horas e meia sem comer;
6- Evitar alimentos com muito sal;
7- Evitar alimentos açucarados (bolos, rebuçados, refrigerantes, etc.);
8- Evitar os fritos ou comida com muita gordura;
9- Consumir diariamente sopa (...faz muito bem...);
10- Preferir pão escuro (mistura de centeio e trigo) do tipo saloio ao pão mais branco (trigo);
11- Beber líquidos em abundância (água simples, limonada ou refrescos sem açúcar e chás);
Comer tudo com calma, mastigando bem os alimentos, enquanto se vai conversando com os amigos ou a família. Bom apetite!
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